terça-feira, 13 de novembro de 2012

Lampreia

As lampreias são ciclóstomos de água doce ou anádromas com forma de enguias, mas sem maxilas. A boca está transformada numa ventosa circular com o próprio diâmetro do corpo, reforçada por um anel de cartilagem e armada com uma língua-raspadora igualmente cartilaginosa. Várias espécies de lampreia são consumidas como alimento.[1] As lampreias são classificadas no clade Hyperoartia, dentro do filo Chordata, por oposição aos Gnathostomata, que incluem os animais com maxilas. Todas as espécies conhecidas são agrupadas na classe Petromyzontida ou Cephalaspidomorphi, na ordem Petromyzontiformes e na família Petromyzontidae. Ver também.[2] Algumas espécies de lampreias têm um número de cromossomas que é recorde entre os cordados, chegando a 174. A larva ammocoetes tem um tamanho máximo de 10 cm, enquanto que os adultos podem ultrapassar 120 cm. Índice [esconder] 1 Anatomia 2 Reprodução 3 Desenvolvimento larval 4 Ecologia 5 Uso humano 6 Taxonomia[2] 7 Espécies extintas 8 Referências [editar]Anatomia Anatomia da lampreia As lampreias possuem no topo da cabeça um "olho pineal" translúcido e, à frente, uma única "narina", o que é um caso único entre os vertebrados actuais (embora se encontre em alguns fósseis). Esta "narina" também é chamada abertura naso-hipofisial, uma vez que liga ao órgão do olfacto e a um tubo cego que inclui a glândula pituitária ou hipófise. Pensa-se que este tubo seja um resíduo do canal nasofaringeal das mixinas, com quem a lampréia tem algumas características em comum.[3] Os olhos são relativamente grandes, estão equipados de cristalino, mas não possuem músculos oculares intrínsecos, como os restantes vertebrados. Por trás deles, abrem-se sete fendas branquiais. Uma outra característica deste grupo de peixes é a inexistência de verdadeiros arcos branquiais – a câmara branquial é reforçada externamente por um cesto branquial cartilagíneo (ver figura na página Craniata). Boca da lampreia A ventosa que forma a boca da lampreia funciona como tal através dum complexo mecanismo que age como uma bomba de sucção: inclui um pistão, o velum e uma depressão na cavidade bucal, o hydrosinus. As lampreias não têm um esqueleto mineralizado, mas encontram-se regiões de cartilagem calcificada no seu endoesqueleto. O crânio é composto por placas cartilagíneas, como o das mixinas, mas é mais complexo e inclui uma verdadeira caixa craniana onde está alojado o cérebro.[1] A coluna vertebral é basicamente formada pelo notocórdio, tal como as mixinas, mas nas lampréias existem pequenos reforços cartilagíneos, os arcualia dorsais. [editar]Reprodução Lampreia marinha Tanto as lampréias marinhas como as de água doce se reproduzem em rios. A sua vida larvar (ver abaixo), que pode durar até sete anos, é sempre passada no rio onde nascem. A certa altura, elas sofrem uma metamorfose e transformam-se em adultos.[1] As espécies anádromas migram para o mar depois da metamorfose, onde se desenvolvem e atingem a maturação sexual. Este processo pode durar um ou dois anos. Quando atingem a maturidade sexual, as lampréias entram num rio, reproduzem-se e morrem. Cada fêmea gera milhares de ovos pequenos e sem reservas nutritivas. Os ovos são enterrados em "ninhos" cavados no fundo do rio. [editar]Desenvolvimento larval As lampreias sofrem um desenvolvimento larvar que pode durar até sete anos, passando-se sempre em água doce. A larva, denominada ammocoetes, não tem ventosa e os olhos são pouco desenvolvidos. A câmara branquial não é fechada e a larva alimenta-se capturando pequenas partículas orgânicas com uma fita de muco produzida na faringe. Para promover o fluxo de água, o ammocoetes possui entre a boca e a faringe um sistema de bombagem anti-refluxo com duas válvulas, o velum que nos adultos não toma parte na respiração. O esqueleto da cabeça do ammocoetes é composto dum tecido elástico, a muco-cartilagem que, durante a metamorfose dá origem a uma variedade de tecidos, entre os quais a verdadeira cartilagem. [editar]Ecologia As lampreias encontram-se principalmente em águas temperadas, tanto no hemisfério norte, como no sul. Algumas espécies são parasitas, fixando-se a outros peixes, cuja pele abrem com a sua língua-raspadora e sugam-lhes o sangue. Esta é também uma forma de se deslocarem. A ventosa bucal também lhes serve para se agarrarem a pedras ou vegetação aquática para descansarem. Por esta razão, em alguns locais da Europa são conhecidas por suga-pedra ("stone-sucker" em inglês). As lampreias, principalmente a larva ammocoetes, são usadas como isco na pesca. No entanto, em alguns países (como Portugal, por exemplo), os adultos são considerados uma especialidade culinária. A poluição dos rios, à qual as larvas são especialmente sensíveis, tem sido a causa da sua quase extinção em muitos rios da Europa. Existem registos fósseis de lampreias desde o período Carbónico superior, com cerca de 280 milhões de anos de idade. [editar]Uso humano Arroz de lampreia (Portugal). Algumas espécies de lampreias são usadas como alimento. No sul da Europa, sobretudo em Portugal, Espanha e França, a lampreia é tida por iguaria requintada, sendo vendida nos restaurantes a preços muito elevados.[4] Em Portugal, a lampreia é comida sobretudo em arroz de lampreia, com uma confecção próxima da cabidela, e à bordalesa, um guisado normalmente acompanhado de arroz. Alguns restaurantes e casas fazem-na também assada no espeto, e outros ainda fazem-na de escabeche. Em Portugal, a lampreia é comida de finais de Janeiro a meados de Abril. [editar]Taxonomia[2] Subfamilia Geotriinae Gênero Geotria lampreia de bolsa, Geotria australis (Gray,1851) Subfamília Mordaciinae Gênero Mordacia Mordacia lapicida (Gray, 1851) Mordacia mordax (Richardson, 1846) Mordacia praecox (Potter, 1968) Subfamília Petromyzontinae Gênero Caspiomyzon Caspiomyzon wagneri (Kessler, 1870) Gênero Eudontomyzon Eudontomyzon danfordi (Regan, 1911) Eudontomyzon hellenicus (Vladykov, Renaud, Kott e Economidis, 1982) Eudontomyzon mariae (Berg, 1931) Eudontomyzon morii (Berg, 1931) Eudontomyzon stankokaramani (Karaman, 1974) Eudontomyzon vladykovi (Oliva e Zanandrea, 1959) Gênero Ichthyomyzon Ichthyomyzon bdellium (Jordan, 1885) - lampreia de Ohio Ichthyomyzon castaneus Girard, 1858 - chestnut lamprey Ichthyomyzon fossor (Reighard e Cummins, 1916) - northern brook lamprey Ichthyomyzon gagei (Hubbs e Trautman, 1937) - southern brook lamprey Ichthyomyzon greeleyi (Hubbs e Trautman, 1937) - mountain brook lamprey Ichthyomyzon unicuspis (Hubbs e Trautman, 1937) - lampreia de prata Gênero Lampetra Lampetra aepyptera (Abbott, 1860) - least brook lamprey Lampetra alaskensis (Vladykov e Kott, 1978) Lampetra appendix (DeKay, 1842) - American brook lamprey Lampetra ayresii (Günther, 1870) Lampetra fluviatilis (Linnaeus, 1758) - Lampréia do rio Lampetra hubbsi (Vladykov and Kott, 1976) - Kern brook lamprey Lampetra lamottei (Lesueur, 1827) Lampetra lanceolata (Kux e Steiner, 1972) Lampetra lethophaga (Hubbs, 1971) - Pit-Klamath brook lamprey Lampetra macrostoma (Beamish, 1982) - lampréia de Vancouver Lampetra minima (Bond e Kan, 1973) - Miller Lake lamprey Lampetra planeri (Bloch, 1784) - lampréia do riacho Lampetra richardsoni (Vladykov e Follett, 1965) - western brook lamprey Lampetra similis (Vladykov e Kott, 1979) - Klamath lamprey Lampetra tridentata (Richardson, 1836) - lampreia-do-pacífico Gênero Lethenteron Lethenteron camtschaticum (Tilesius, 1811) Lethenteron japonicum (Martens, 1868) Lethenteron kessleri (Anikin, 1905) Lethenteron matsubarai (Vladykov e Kott, 1978) Lethenteron reissneri (Dybowski, 1869) Lethenteron zanandreai (Vladykov, 1955) Gênero Petromyzon Petromyzon marinus (Linnaeus, 1758) - lampreia do mar Gênero Tetrapleurodon Tetrapleurodon geminis (Alvarez, 1964) Tetrapleurodon spadiceus (Bean, 1887) [editar]Espécies extintas Mesomyzon mengae Hardistiella montanensis Mayomyzon pieckoensis Priscomyzon riniensis

Lampreia

As lampreias são ciclóstomos de água doce ou anádromas com forma de enguias, mas sem maxilas. A boca está transformada numa ventosa circular com o próprio diâmetro do corpo, reforçada por um anel de cartilagem e armada com uma língua-raspadora igualmente cartilaginosa. Várias espécies de lampreia são consumidas como alimento.[1] As lampreias são classificadas no clade Hyperoartia, dentro do filo Chordata, por oposição aos Gnathostomata, que incluem os animais com maxilas. Todas as espécies conhecidas são agrupadas na classe Petromyzontida ou Cephalaspidomorphi, na ordem Petromyzontiformes e na família Petromyzontidae. Ver também.[2] Algumas espécies de lampreias têm um número de cromossomas que é recorde entre os cordados, chegando a 174. A larva ammocoetes tem um tamanho máximo de 10 cm, enquanto que os adultos podem ultrapassar 120 cm. Índice [esconder] 1 Anatomia 2 Reprodução 3 Desenvolvimento larval 4 Ecologia 5 Uso humano 6 Taxonomia[2] 7 Espécies extintas 8 Referências [editar]Anatomia Anatomia da lampreia As lampreias possuem no topo da cabeça um "olho pineal" translúcido e, à frente, uma única "narina", o que é um caso único entre os vertebrados actuais (embora se encontre em alguns fósseis). Esta "narina" também é chamada abertura naso-hipofisial, uma vez que liga ao órgão do olfacto e a um tubo cego que inclui a glândula pituitária ou hipófise. Pensa-se que este tubo seja um resíduo do canal nasofaringeal das mixinas, com quem a lampréia tem algumas características em comum.[3] Os olhos são relativamente grandes, estão equipados de cristalino, mas não possuem músculos oculares intrínsecos, como os restantes vertebrados. Por trás deles, abrem-se sete fendas branquiais. Uma outra característica deste grupo de peixes é a inexistência de verdadeiros arcos branquiais – a câmara branquial é reforçada externamente por um cesto branquial cartilagíneo (ver figura na página Craniata). Boca da lampreia A ventosa que forma a boca da lampreia funciona como tal através dum complexo mecanismo que age como uma bomba de sucção: inclui um pistão, o velum e uma depressão na cavidade bucal, o hydrosinus. As lampreias não têm um esqueleto mineralizado, mas encontram-se regiões de cartilagem calcificada no seu endoesqueleto. O crânio é composto por placas cartilagíneas, como o das mixinas, mas é mais complexo e inclui uma verdadeira caixa craniana onde está alojado o cérebro.[1] A coluna vertebral é basicamente formada pelo notocórdio, tal como as mixinas, mas nas lampréias existem pequenos reforços cartilagíneos, os arcualia dorsais. [editar]Reprodução Lampreia marinha Tanto as lampréias marinhas como as de água doce se reproduzem em rios. A sua vida larvar (ver abaixo), que pode durar até sete anos, é sempre passada no rio onde nascem. A certa altura, elas sofrem uma metamorfose e transformam-se em adultos.[1] As espécies anádromas migram para o mar depois da metamorfose, onde se desenvolvem e atingem a maturação sexual. Este processo pode durar um ou dois anos. Quando atingem a maturidade sexual, as lampréias entram num rio, reproduzem-se e morrem. Cada fêmea gera milhares de ovos pequenos e sem reservas nutritivas. Os ovos são enterrados em "ninhos" cavados no fundo do rio. [editar]Desenvolvimento larval As lampreias sofrem um desenvolvimento larvar que pode durar até sete anos, passando-se sempre em água doce. A larva, denominada ammocoetes, não tem ventosa e os olhos são pouco desenvolvidos. A câmara branquial não é fechada e a larva alimenta-se capturando pequenas partículas orgânicas com uma fita de muco produzida na faringe. Para promover o fluxo de água, o ammocoetes possui entre a boca e a faringe um sistema de bombagem anti-refluxo com duas válvulas, o velum que nos adultos não toma parte na respiração. O esqueleto da cabeça do ammocoetes é composto dum tecido elástico, a muco-cartilagem que, durante a metamorfose dá origem a uma variedade de tecidos, entre os quais a verdadeira cartilagem. [editar]Ecologia As lampreias encontram-se principalmente em águas temperadas, tanto no hemisfério norte, como no sul. Algumas espécies são parasitas, fixando-se a outros peixes, cuja pele abrem com a sua língua-raspadora e sugam-lhes o sangue. Esta é também uma forma de se deslocarem. A ventosa bucal também lhes serve para se agarrarem a pedras ou vegetação aquática para descansarem. Por esta razão, em alguns locais da Europa são conhecidas por suga-pedra ("stone-sucker" em inglês). As lampreias, principalmente a larva ammocoetes, são usadas como isco na pesca. No entanto, em alguns países (como Portugal, por exemplo), os adultos são considerados uma especialidade culinária. A poluição dos rios, à qual as larvas são especialmente sensíveis, tem sido a causa da sua quase extinção em muitos rios da Europa. Existem registos fósseis de lampreias desde o período Carbónico superior, com cerca de 280 milhões de anos de idade. [editar]Uso humano Arroz de lampreia (Portugal). Algumas espécies de lampreias são usadas como alimento. No sul da Europa, sobretudo em Portugal, Espanha e França, a lampreia é tida por iguaria requintada, sendo vendida nos restaurantes a preços muito elevados.[4] Em Portugal, a lampreia é comida sobretudo em arroz de lampreia, com uma confecção próxima da cabidela, e à bordalesa, um guisado normalmente acompanhado de arroz. Alguns restaurantes e casas fazem-na também assada no espeto, e outros ainda fazem-na de escabeche. Em Portugal, a lampreia é comida de finais de Janeiro a meados de Abril. [editar]Taxonomia[2] Subfamilia Geotriinae Gênero Geotria lampreia de bolsa, Geotria australis (Gray,1851) Subfamília Mordaciinae Gênero Mordacia Mordacia lapicida (Gray, 1851) Mordacia mordax (Richardson, 1846) Mordacia praecox (Potter, 1968) Subfamília Petromyzontinae Gênero Caspiomyzon Caspiomyzon wagneri (Kessler, 1870) Gênero Eudontomyzon Eudontomyzon danfordi (Regan, 1911) Eudontomyzon hellenicus (Vladykov, Renaud, Kott e Economidis, 1982) Eudontomyzon mariae (Berg, 1931) Eudontomyzon morii (Berg, 1931) Eudontomyzon stankokaramani (Karaman, 1974) Eudontomyzon vladykovi (Oliva e Zanandrea, 1959) Gênero Ichthyomyzon Ichthyomyzon bdellium (Jordan, 1885) - lampreia de Ohio Ichthyomyzon castaneus Girard, 1858 - chestnut lamprey Ichthyomyzon fossor (Reighard e Cummins, 1916) - northern brook lamprey Ichthyomyzon gagei (Hubbs e Trautman, 1937) - southern brook lamprey Ichthyomyzon greeleyi (Hubbs e Trautman, 1937) - mountain brook lamprey Ichthyomyzon unicuspis (Hubbs e Trautman, 1937) - lampreia de prata Gênero Lampetra Lampetra aepyptera (Abbott, 1860) - least brook lamprey Lampetra alaskensis (Vladykov e Kott, 1978) Lampetra appendix (DeKay, 1842) - American brook lamprey Lampetra ayresii (Günther, 1870) Lampetra fluviatilis (Linnaeus, 1758) - Lampréia do rio Lampetra hubbsi (Vladykov and Kott, 1976) - Kern brook lamprey Lampetra lamottei (Lesueur, 1827) Lampetra lanceolata (Kux e Steiner, 1972) Lampetra lethophaga (Hubbs, 1971) - Pit-Klamath brook lamprey Lampetra macrostoma (Beamish, 1982) - lampréia de Vancouver Lampetra minima (Bond e Kan, 1973) - Miller Lake lamprey Lampetra planeri (Bloch, 1784) - lampréia do riacho Lampetra richardsoni (Vladykov e Follett, 1965) - western brook lamprey Lampetra similis (Vladykov e Kott, 1979) - Klamath lamprey Lampetra tridentata (Richardson, 1836) - lampreia-do-pacífico Gênero Lethenteron Lethenteron camtschaticum (Tilesius, 1811) Lethenteron japonicum (Martens, 1868) Lethenteron kessleri (Anikin, 1905) Lethenteron matsubarai (Vladykov e Kott, 1978) Lethenteron reissneri (Dybowski, 1869) Lethenteron zanandreai (Vladykov, 1955) Gênero Petromyzon Petromyzon marinus (Linnaeus, 1758) - lampreia do mar Gênero Tetrapleurodon Tetrapleurodon geminis (Alvarez, 1964) Tetrapleurodon spadiceus (Bean, 1887) [editar]Espécies extintas Mesomyzon mengae Hardistiella montanensis Mayomyzon pieckoensis Priscomyzon riniensis

Águia-imperial-oriental

A águia-imperial-oriental (Aquila heliaca) é uma ave pertencente à família Accipitridae. Aparece principalmente na Ásia Central, na Península Ibérica e norte da Índia. Tem grande habilidade de vôo, podendo alcançar grandes velocidades quando mergulha de alturas consideráveis, pegando coelhos, cobras e ratos. Infelizmente, devido à destruição de seu habitat natural encontra-se hoje em estado vulnerável na natureza.

Águia-imperial-ibérica

A águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti) é uma espécie de águia endémica do sudoeste da Península Ibérica e norte de Marrocos. Até pouco tempo era considerada uma subespécie da águia-imperial-oriental (Aquila heliaca), porém os estudos do ADN de ambas as aves demonstraram que estavam suficientemente separados para cada uma constituir uma espécie válida. A águia-imperial-ibérica encontra-se actualmente em perigo de extinção. Índice [esconder] 1 Descrição 2 Reprodução 3 Estado de conservação 4 Subespécies 5 Notas 6 Ligações externas [editar]Descrição A sua plumagem é parda muito escura em todo o corpo, excepto nos ombros e parte superior das asas, de cor branca. A nuca é ligeiramente mais pálida que as outras partes do corpo, e a cauda mais escura, sem faixas claras ou linhas brancas como na águia-imperial-oriental. No caso dos indivíduos subadultos, estes são pardos avermelhados, sem diferenças de coloração, e não desenvolvem a plumagem dos indivíduos até aos 5 anos de idade, ao mesmo tempo que atingem a maturidade sexual. O tamanho médio dos adultos é de 80 cm de altura e 2,8 kg, se bem que as fêmeas, maiores que os machos, possam chegar aos 3,5 kg. A envergadura varia entre os 1,9 e 2,2 m. Habita em áreas de sobreiros e azinheiras esparsos, com pradarias próximas. A base da sua alimentação é constituída por coelhos, que caçam solitárias ou em parelha. Também depreda sobre lebres, pombos, corvos e outras aves, e em menor escala raposas e pequenos roedores, podendo alimentar-se ocasionalmente de carne de cadáveres. As capturas são consideravelmente menores que as da águia-real, dado que as garras da imperial não são tão fortes como as da real. Ao contrário da águia-imperial da Eurásia e África oriental, a espécie ibérica não emigra. Cada casal defende a sua zona de caça e reprodução (uns 2000 hectares) durante todo o ano. [editar]Reprodução A águia-imperial-ibérica é monogâmica. A época de acasalamento tem lugar de Março a Julho, durante a qual as águias restauram um dos ninhos que têm usado durante anos, rodando de um para outro. Estes ninhos estão situados na copa de árvores como sobreiros e pinheiros. Nas zonas de reflorestação habituaram-se a nidificar sobre eucaliptos, apesar de ser esta una espécie alóctone. Nidificam tanto em ramos altos como baixos. A postura típica consta de quatro a cinco ovos de 130 gramas de peso que são incubados durante 43 dias. É normal desenvolverem-se até três crias, ainda que esta tendência tenha diminuído ao longo dos últimos anos devido ao uso de pesticidas, que aumentam o número de ovos estéreis. Se o ano é mau e há pouca comida, a cria maior monopoliza-a e é a única que sobrevive; não obstante, pode-se dizer que a águia-imperial-ibérica não pratica o cainismo. Quando necessitam de ir em busca de comida, os progenitores cobrem os ovos ou crias com folhas e ramos para evitar que sejam descobertos pelos predadores, algo que por vezes não é suficiente, resultando que algumas crias sejam capturadas por uma águia-real ou, no caso de ninhos baixos, por uma raposa ou outro carnívoro de tamanho médio. As crias abandonam os ninhos entre os 65 e os 78 dias, mas continuam a viver nas imediações e a ser alimentados pelos progenitores durante quatro meses. Após este tempo, tornam-se independentes e iniciam uma vida nómada. Quando alcançam a maturidade sexual visitam frequentemente os limites dos territórios de casais sedentários em busca de algum indivíduo de sexo oposto solteiro ou viúvo. Os jovens nómadas são frequentemente atacados pelos casais adultos em cujos territórios entram.É um animal Ovíparo. Uma descoberta muito importante foi a de Thiane, que teve como a desvendadora desta magnifica ave. [editar]Estado de conservação Ainda no início do século XX, a águia-imperial-ibérica era um animal muito abundante em grande parte da sua zona de distribuição, no entanto nas últimas décadas o seu número foi drasticamente reduzido. Actualmente apenas existe notícia em Portugal de avistamentos ocasionais de nómadas, e a população de Marrocos poderá estar reduzida a um único casal reprodutor e algumas das suas crias. Em Espanha habitam actualmente (2007) cerca de 240 casais adultos|publicado=|língua=português|autor=|acessodata=}}[1] e um número indeterminado de jovens nómadas, principalmente nos parques nacionais de Cabañeros e no Parque Natural de Doñana. Desde 1991 observa-se uma notável desproporção de sexos na espécie, sendo 70% das crias nascidas do sexo masculino. Em 2005, o CSIC (Conselho Superior de Investigação Científica de Espanha) pôs em prática um plano[2] para tentar aumentar o número de fêmeas. As causas da diminuição populacional da águia-imperial-ibérica são várias. Em meados do século XX, as águias eram mortas pelos criadores de gado tal como muitas outras rapaces, apesar de nunca se terem observado ataques de esta espécie contra rebanhos (apenas alguns ocasionais contra patos domésticos). As primeiras medidas de protecção forma implementadas em meados dos anos 1960 em resultado, em grande parte, do trabalho efectuado por Félix Rodríguez de la Fuente. Apesar disso, o desenvolvimento da rede eléctrica na península (e com aquela, o aumento das mortes de jovens que chocam com os cabos de alta tensão), o uso de pesticidas e a propagação da mixomatose e outras epidemias que afectam os coelhos, o seu principal alimento, colocou a espécie no limiar da extinção. Ainda que continue em perigo, a atenção do governo espanhol conseguiu que a população desta águia duplicasse desde os inícios dos anos 1990 [editar]Subespécies A espécie é monotípica (não são reconhecidas subespécies).

Cegonha-preta

A cegonha-preta (Ciconia nigra) é uma ave ciconiforme da família das cegonhas. Habita lagos, rios ou regiões alagadas rodeadas por densas florestas. A cegonha preta distribui-se, em Portugal, apenas pelas regiões mais interiores, inóspitas e isoladas. Os troços internacionais dos rios Douro, Tejo e Guadiana oferecem para esta espécie condições privilegiadas, sobretudo devido à fraca perturbação humana que aí se regista e à abundância de locais de nidificação. É um animal fortemente migrante, exceptuando-se os espécimes da península Ibérica que são residentes. Linha vermelha: Limite da migração Setas laranja: Migração ocidental Setas amarelas: Migração oriental Azul: Local invernação Ciconia nigra Índice [esconder] 1 Morfologia 2 Alimentação 3 Reprodução 4 Conservação 5 Ligações externas 6 Referências [editar]Morfologia A cegonha-preta é ligeiramente menor que a cegonha-branca. Carateriza-se pela plumagem branca no ventre e negra com reflexos metálicos no dorso, na cauda, na cabeça e no pescoço. O bico e as patas, de cor vermelho vivo no adulto, são esverdeados e bastante mais claros nos juvenis. A sua plumagem escura e metálica pode, por vezes, refletir a luz do sol, fazendo-a parecer bastante clara ao longe. [editar]Alimentação A sua alimentação é muito semelhante à da cegonha-branca. Inclui uma maior percentagem de peixe e outros seres aquáticos. O seu regime alimentar faz com que estas aves sejam extremamente úteis para a agricultura, pois comem inúmeros insectos e servem como controladores de possíveis pragas. A base da sua alimentação é constituída por crustáceos, anfíbios e pequenos peixes. [editar]Reprodução A cegonha-preta chega da sua migração em março, iniciando imediatamente a época de reprodução. Prefere fazer o ninho nas escarpas mais altas e afastadas da civilização humana ou nos ramos dos maiores pinheiros. A incubação dura vinte dias ou pouco mais. A sua preservação passa essencialmente pela conservação do seu habitat. [editar]Conservação Esta espécie encontra-se listada no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal com o estatuto de Vulnerável.

Abutre-do-egito

O abutre-do-egito (Neophron percnopterus) é um abutre encontrado na Europa, Ásia e África. Tais abutres possuem plumagem branca e pescoço emplumado. Também são conhecidos pelos nomes de abanto, britango, abutre-branco-do-egito e galinha-de-faraó.a

Abutre-barbudo

O abutre-barbudo (Gypaetus barbatus) é um abutre originário das montanhas da Europa, Ásia e África. Tem plumagem dorsal escura e ventral castanho-clara e a cabeça e o pescoço emplumados. Também é conhecido por abutre-das-montanhas, abutre-dos-cordeiros e quebra-ossos. Ave de grande porte, atinge 12,5 quilos de peso, 1,10 metros de comprimento e 2,75 a 3,08 metros de envergadura. O abutre-barbudo preenche um nicho ecológico altamente especializado, já que se alimenta quase exclusivamente de ossos (que engole inteiros ou atira ao solo em voo, para comer a medula óssea, uma fonte de proteína não aproveitada por outras espécies necrófagas). Daí não possuir o pescoço sem penas dos demais abutres, que não lhe conferiria qualquer vantagem evolutiva, pois não enfia a cabeça no interior das carcaças. Patrulha áreas montanhosas em busca de ossos de animais mortos em avalanches, como a camurça, ou espreita outras aves necrófagas enquanto estas limpam os cadáveres. A espécie tem uma vasta área de ocorrência e é objeto de uma série de experiências de reintrodução nos Alpes, onde foi exterminada pela caça no século XIX.[1]